Mudanças entre as edições de "Conceitos de Governanca de Dados"
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Diante deste contexto, a Governança de Dados é imprescindível para governos que pretendem se tornar mais orientados a dados Uma boa governança pode ajudar a extrair valor dos ativos de dados, por meio de um maior acesso, compartilhamento e integração de dados no nível organizacional, além de aumentar a eficiência e a responsabilidade geral. Um programa de Governança de Dados define uma narrativa única para gestão apropriada de dados, abrindo caminho para uma abordagem integrada para o uso aprimorado de dados. A Governança de Dados resultará em benefícios no uso estratégico e operacional dos dados. Tais benefícios incluem: | Diante deste contexto, a Governança de Dados é imprescindível para governos que pretendem se tornar mais orientados a dados Uma boa governança pode ajudar a extrair valor dos ativos de dados, por meio de um maior acesso, compartilhamento e integração de dados no nível organizacional, além de aumentar a eficiência e a responsabilidade geral. Um programa de Governança de Dados define uma narrativa única para gestão apropriada de dados, abrindo caminho para uma abordagem integrada para o uso aprimorado de dados. A Governança de Dados resultará em benefícios no uso estratégico e operacional dos dados. Tais benefícios incluem: | ||
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Edição das 10h27min de 29 de julho de 2021
O objetivo aqui não esgotar a discussão sobre o tema, mas apresentar suscintamente as motivações do Programa de Governança de Dados da Prefeitura do Recife.
Definições
Segundo o DAMA em seu Data Management Body of Knowledge (DMBOK), Governança de Dados é o "exercício de autoridade, controle, planejamento, monitoramento, disponibilidade, segurança e execução dos ativos de dados e seu respectivo consumo". Ou seja, é uma estrutura com o propósito de coordenar, orientar e definir regras para a criação, coleta e uso dos dados, visando proteger a propriedade intelectual da Organização e garantir a segurança no armazenamento, monitoramento e geração de dados no ambiente corporativo.
A Governança de Dados controla e coordena os esforços de gestão do volume de dados gerados dentro da Organização e dados externos coletados e utilizados pela Organização. Ela envolve em seu escopo as políticas da Organização (sejam elas de segurança, tratamento de dados, etc.), os processos internos, os recursos humanos e digitais e o uso de tecnologias relacionadas à segurança e gerenciamento.
Segundo o portal da IBM, a governança de dados é "(...) essencial para a estratégia geral de uma organização para a gerenciamento de dados e como parte de uma prática completa de DataOps.". Em outras palavras, ela ajuda a saber quais dados você tem, onde esses dados estão e como podem ser usados.
Benefícios Esperados
Cidadãos esperam que seus governos sejam abertos, transparentes e responsáveis. Também, é esperado que governos entreguem resultados reais e significativos de maneira justa, eficiente e responsável.
Existem muitos exemplos internacionais que demonstram o impacto positivo do uso de dados para apoiar a formulação de políticas públicas e o planejamento urbano, bem como para permitir uma maior prestação de contas e transparência do administração pública. Contudo, de forma a criar uma cultura permanente e sustentável de uso de dados em governos, é necessário habilitar o ambiente político, regulatório, organizacional e técnico adequado para controlar, gerenciar, compartilhar, proteger e extrair valor dos dados.
Diante deste contexto, a Governança de Dados é imprescindível para governos que pretendem se tornar mais orientados a dados Uma boa governança pode ajudar a extrair valor dos ativos de dados, por meio de um maior acesso, compartilhamento e integração de dados no nível organizacional, além de aumentar a eficiência e a responsabilidade geral. Um programa de Governança de Dados define uma narrativa única para gestão apropriada de dados, abrindo caminho para uma abordagem integrada para o uso aprimorado de dados. A Governança de Dados resultará em benefícios no uso estratégico e operacional dos dados. Tais benefícios incluem:
Melhor tomada de decisão: Dados bem administrados são mais "detectáveis", facilitando a localização de informações úteis para tomada de decisão. Isso também significa que as decisões serão baseadas em dados corretos, garantindo maior precisão e confiança.
Eficiência operacional: os dados também permitem um melhor acompanhamento do funcionamento de um governo. Dados não só podem dar transparência as decisões tomadas, como também permitem uma maior prestação de contas das mesmas.
Compreensão aprimorada de dados: a Governança de Dados consiste em entender quais são seus dados e onde são armazenados. Quando bem implementada, a Governança de Dados fornece uma visão abrangente de todos os ativos de dados. Também fornece maior controle, ao atribuir papéis e responsabilidades claras específicos para o pessoal envolvido no ciclo de vida de um dado.
Maior qualidade dos dados: programas eficazes de Governança de Dados também se beneficiam da melhoria da qualidade dos dados ao definir políticas, padrões e processos institucionais de controle e aprimoramento da qualidade de dados.
Conformidade regulamentar: a Governança de Dados tem como um de seus princípios o cumprimento de normas e legislações. Isso é realizado através da instituição de políticas e processos.
Componentes da Governança de Dados
Os componentes estruturais do modelo estratégico de Governança de Dados são usados para classificar, organizar e comunicar atividades complexas envolvidas na produção, gestão, distribuição, tomada de decisões e na ação de dados. A figura abaixo descreve os principais componentes do modelo de Governança de Dados proposto para Prefeitura do Recife.
[FIGURA]
Como apresentado na Figura 6 o modelo proposto apresenta cinco componentes principais:
- Pessoas e Organizações: Define papeis e reponsabilidades para indivíduos e órgãos que irão atuar na Governança de Dados. A Governança de Dados refere se a quem detém os direitos de decisão e é responsável pela tomada de decisões de uma organização sobre seus ativos de dados. Assim, definir papeis e responsabilidades é uma tarefa essencial de qualquer iniciativa de governança.
- Políticas e Processos: Políticas e processos que serão implantados e reestruturados. Envolvem a determinação e descrição de quem tem acesso a quê, as etapas para armazenar e proteger informações, dados que devem ser armazenados e protegidos e os prazos para arquivamento ou exclusão, por exemplo Os processos e políticas de dados permitem que as pessoas confirmem que seus dados são gerenciados formalmente em toda a Prefeitura.
- Tecnologia: Tecnologias para suportar a Governança de Dados. A implementação eficaz dos processos de Governança de Dados requer plataformas e ferramentas apropriadas.
- Padrões: Os padrões são parte integrante de qualquer programa de Governança de Dados. Adotar ou adaptar, criar conforme necessário e implementar padrões de dados oriundos de comunidades relevantes contribuem diretamente para maximizar a qualidade dos dados e facilitar o uso, acesso, compartilhamento e interoperabilidade.
- Indicadores: Conjunto de indicadores para identificar o sucesso de qualquer função de controle de dados.
Combinando todos os componentes, pode se descrever a Governança de Dados como a orquestração de pessoas, processos, padrões, políticas e tecnologias para gerenciar os ativos de dados.
Funções Estratégicas de Gestão de Dados
A realização da visão declarada anteriormente será guiada por um conjunto de funções estratégicas. Com o intuito de proporcionar um arcabouço referencial e, consequentemente, permitir a sustentabilidade técnica do programa de Governança de Dados, foi definido que as funções definidas para o modelo de Governança de Dados da Prefeitura do Recife seguirá o conjunto definido no corpo de conhecimento DMBoK (DAMA, 2009).
[FIGURA]
Cada uma das funções descritas possui um foco estratégico para sinalizar como gerenciar, governar, arquitetar, compartilhar e reutilizar dados de maneira segura, eficiente e transparente. A Figura 7 apresenta as funções estratégicas recomendadas para a Prefeitura do Recife, sendo elas:
- Gestão da Arquitetura de Dados é responsável por definir o plano de gerenciamento de dados para atender às necessidades de dados corporativos. Essa função inclui o desenvolvimento e a manutenção da arquitetura de dados corporativos, dentro do contexto de toda a arquitetura corporativa.
- Desenvolvimento de Dados é responsável por projetar, implementar e manter soluções para atender às necessidades de dados da empresa. Inclui análise de demanda de dados, implementação, teste, manutenção e outras soluções
- Gestão de Operação de Dados é responsável pelo planejamento, controle e suporte do ciclo de vida dos dados, desde a aquisição de dados até o arquivamento e eliminação de dados.
- Gestão de Segurança de Dados é responsável pelo planejamento de políticas e medidas de segurança para garantir a confidencialidade dos dados e os direitos de acesso hierárquico.
- Gestão de Dados Mestre e de Referência é responsável pelo planejamento, implementação e controle de atividades para garantir a consistência dos valores dos dados.
- Gestão de Armazéns de Dados e Business Intelligence é responsável pelo planejamento, implementação e controle de processos para fornecer dados de suporte à decisão e suporte aos profissionais do conhecimento envolvidos em relatórios, consultas e análises.
- Gestão de Documentos e Conteúdo é responsável pelo gerenciamento de arquivos eletrônicos e registros físicos (incluindo texto, gráficos, imagens, áudio e vídeo).
- Gestão de Metadados é responsável por integrar, controlar e fornecer metadados de alta qualidade.
- Gestão da Qualidade de Dados é responsável pelo planejamento, implementação e controle de atividades que aplicam técnicas de gerenciamento da qualidade para medir, avaliar, melhorar e garantir a adequação dos dados para uso.
Modelo de Governança de Dados
Governança de Dados requer a coordenação de uma combinação complexa de uma miríade de fatores, incluindo patrocínio executivo, financiamento, direitos de decisão, arbitragem de prioridades conflitantes, definição de políticas e processos, implementação de políticas, indicadores, correção da qualidade dos dados, administração de dados, otimização de processos de negócios, tecnologia, aplicação de políticas e ainda muitos outros fatores.
Modelos de Governança podem ser usados para apoiar organizações que precisam projetar e implementar programas de Governança de Dados Estes modelos fornecem uma estrutura conceitual que organiza os fatores que influenciam a governança bem como a gestão de dados.
Esta seção descreve um modelo geral de Governança de Dados para a Prefeitura do Recife. Este modelo tem como objetivo descrever os principais elementos de Governança de Dados e suas inter-relações. O modelo proposto proporcionará um vocabulário comum que, consequentemente, facilitará a comunicação e a discussão entre as partes interessadas. Além disso, o modelo de Governança de Dados ajudará a demonstrar como a Governança de Dados se relaciona com outros aspectos do gerenciamento de dados, arquitetura de dados e arquitetura corporativa.
Mesmo sendo apontada como uma iniciativa, o Modelo Geral de Governança de Dados apresentado aqui prevê a questão de interoperabilidade de dados. Este aspecto é abordado principalmente pelas funções Gestão de Metadados, Gestão de Arquitetura de Dados e Gestão de Dados Mestre e de Referencia Os processos e políticas relacionadas as estas funções serão construídas nas próximas fases deste projeto.
Ações de interoperabilidade de dados tem como objetivo não só a integração de sistemas, como também garantir a compatibilidade de modelos de dados e requisitos de qualidades de dados para uma organização por completa Neste sentido, uma plataforma de interoperabilidade contribui para aumentar e facilitar o compartilhamento de dados entre departamentos/órgãos/subsidiárias de uma organização.
Diante deste contexto, são apresentados nesta seção os componentes essenciais de governança que atuarão como pilares para organização e coordenação de todo programa, bem como funções estratégicas de gestão de dados, indicadores e abordagem de implementação.
A abordagem para definir o modelo adequado para a Prefeitura do Recife baseia se na identificação do equilíbrio apropriado entre flexibilidade e rigidez para garantir uma resposta rápida aos desafios e a execução ideal de negócios e processos alcançar a excelência operacional.
O modelo mais adequado de Governança de Dados para a Prefeitura do Recife é o "Central Distribuído". Este modelo foi acordado através de consulta com lideres e servidores da Prefeitura do Recife.
Este modelo define um tom apropriado de autoridade de liderança na parte superior, assim como propicia um maior patrocínio e engajamento por parte dos funcionários. Ainda, órgãos estratégicos e táticos que atuarão de forma mais centralizada poderão supervisionar o programa de Governança de Dados.
A distribuição das responsabilidades se dará no nível operacional. Recomenda-se que cada secretaria atue como uma Unidade de Gestão de Dados.
As unidades possuem capacidade parcial de agir de forma independente. Podendo fazer solicitação de ajustes específicos de políticas, processos e padrões de acordo com suas especificidades.
Em geral, a centralização da decisão e supervisão da Governança de Dados aliada a distribuição da operação traz uma maior versatilidade, rapidez e precisão nas decisões, o que seria impossível de obter se toda a gestão dos dados estivesse concentrada em um só órgão no topo da organização.